Fichas Técnicas

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Sabe aquela plantinha que nasce fácil em qualquer lugar? Pois é, a carqueja é assim. Quem é do Sul, Sudeste e Centro do país sabe bem disso. Sempre tem um pé de carqueja ali no mato querendo aparecer. No litoral então, nem se fala!

Eu nunca dei muita bola para ela. Mas dias atrás, passei por um pezinho, nascido bem rente à janela da casa de amigos. E lá estava ele, todo florido. Parei para admirar a flor da carqueja, olha só:

Minúsculas flores de Carqueja

Minúsculas flores de Carqueja

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Resolvi então saber um pouco mais sobre essa plantinha que só conhecia de vista, no meio do mato, no cantinho de uma casa, como nome de bloco de carnaval (isso é sério! rsrs). E a minha surpresa foi saber de todas as propriedades da Carqueja. Na busca de informações confiáveis, encontrei no respeitado livro “Plantas Medicinais no Brasil” de Harris Lorenzi, conforme descrição a seguir:

“Essa planta é amplamente utilizada no Brasil na medicina caseira, hábito esse herdado de nossos indígenas que há séculos já faziam uso da mesma para o tratamento de várias doenças. O primeiro registro escrito do seu uso no país data de 1931, informando o emprego a infusão de suas folhas e ramos para o tratamento da esterilidade feminina e da impotência masculina e atribuindo-a propriedades tônicas, febrífugas e estomáticas. A partir dessa época, o seu uso aumentou, sendo empregado principalmente para problemas hepáticos (remove obstruções da vesícula e fígado), contra disfunções estomacais (fortalece a digestão) e intestinais (vermífugo). Algumas publicações populares a recomendam ainda para o tratamento de úlcera, diarreias, garganta inflamada, vermes intestinais, etc. É recomendado para afecções estomacais, intestinais e hepáticas, na forma de infusão, preparado adicionando-se água fervente a uma xícara (chá) contendo 1 colher (sopa) de suas hastes e folhas picadas, na dose de 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia, 30 minutos antes das refeições. As diferentes propriedades atribuídas a esta planta na medicina tradicional vem sendo estudadas por cientistas e algumas já foram validadas como consequência dos resultados positivos obtidos.

As propriedades hepatoprotetoras, amplamente consagradas no uso popular, forma validadas num estudo farmacológico com animais em 1986 usando o extrato aquoso cru desta planta. As propriedades digestiva, antiúlcera e antiácida foram validadas num estudo com ratos, mostrando que esta planta reduziu a secreção gástrica e teve um efeito analgésico, antiúlcera e anti-inflamatório, foram mais uma vez comprovados por outro estudo. Um estudo clínico conduzido em 1967 mostrou a habilidade do extrato desta planta a redução dos níveis de açúcar no sangue, validando assim seu efeito hipoglicêmico”.

Arbusto de Carqueja

Arbusto de Carqueja

Foram catalogados diversos nomes populares da carqueja, muito variados inclusive: carqueja-do-mato, bacárida, bacórida, cacália, codamina, quina-de-codamine, tiririca-do-babado (na Bahia), carqueja-amargosa, carqueja-amarga, bacanta, carque, cacália-amarga, cacáia-amarga, vassoura (no Rio Grande do Sul) e vassourinha.

Pelo que pesquisei também, são três tipos de Carqueja: Baccharis trimera, Baccharis articulata e Baccharis uncinella, sendo as duas últimas mais encontradas no Sul do Brasil.

É ou não uma plantinha poderosa? Mais uma riqueza da natureza disponível para todos.

 

4 de Agosto de 2017 by Liliane | No comments

Você pode achar o título deste texto um pouco estranho… árvore símbolo do Brasil? O ipê amarelo? Não seria o tão falado Pau-brasil? Olha, pode até ser que quando os portugueses chegaram à nossa terra, a árvore que também rendeu muito para nossos colonizadores e que era abundante em nossas matas, era o Pau-brasil sim.

Tabebuia Chrysotricha

Tabebuia Chrysotricha

Mas, atualmente, podemos dizer que a mais amada, querida e reconhecida árvore brasileira é mesmo o Ipê Amarelo. Por vários motivos e, o principal deles, é a sua abundante arborização urbana. Em muitas cidades, onde ainda tem árvores plantadas, o ipê-amarelo é uma opção muito encontrada. E a sua beleza na época da floração é de encher os olhos! Daí o seu reconhecimento e um marco na estação das flores, onde ocorre o florescimento.

E você sabia que o Ipê Amarelo tem catalogados, no total, sete tipos? O mais conhecido, que está nas cidades, é o Tabebuia Chrysotricha. Mas existe o Tabebuia alba, Tabebuia caraiba, Tabebuia ochracea, Tabebuia serratifolia, Tabebuia umbellata e Tabebuia velloso. As diferenças estão no porte, na composição das flores (em buquês ou não), mas todos com a mesma exuberância do amarelo ouro de suas flores. Difícil mesmo é distingui-las sem o conhecimento profundo.

O ipê amarelo está presente em todo o Brasil, do centro à região amazônica e ao Rio Grande do Sul. Com maior presença no sudeste. E o florescimento ocorre nos meses de julho a setembro, podendo estender até meados de novembro. A partir da queda das flores, vem as vagens com as sementes chamadas de sementes “aladas” que possuem uma penugem nas bordas e são muito leves, para que possam ser levadas com o vento para serem semeadas!

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Sementes de Ipê Amarelo (Tabebuia Chrysotricha) recém colhidas!

Neste momento, estamos em plena colheita das sementes, veja:

Para maior sucesso na germinação das sementes do ipê-amarelo, deixar as sementes submersas em água por 48 horas (não passar disso) e após esse tempo, coloque-a na terra adubada e polvilhe terra sobre a semente mantendo em local semissombreado. Regar delicadamente, sem encharcar, duas vezes ao dia para manter a terra sempre úmida. A semente pode germinar em até 15 dias. O índice de germinação é de 60% para sementes recém-colhidas.

Que tal plantar mais e mais ipês amarelos? Que tal deixar nossa rua mais bonita?

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Ficha técnica:

Nome científico: Tabebuia Chrysotricha

Família: Bignoniaceae

Nomes populares: ipê-amarelo-cascudo, ipê-do-morro, ipê, ipê-amarelo, aipê, ipê-tabaco, ipê-amarelo-paulista, pau-d´arco-amarelo

Ocorrência: Espírito Santo até Santa Catarina, na floresta pluvial atlântica.

Altura: de 4 a 10 metros

Florescimento: de agosto a setembro.

Fruto: em forma de vagem, os frutos amadurecem a partir do final de setembro e meados de outubro.

Sementes: começam a serem liberadas com a abertura espontânea da vagem.

Madeira: moderadamente pesada e resistente, difícil de serrar e de grande durabilidade mesmo em condições adversas.


 

Fonte de pesquisa:

– Fazenda Alma, Congonhas, Alto Maranhão, MG

– Lorenzi, Harri, 1949 – Árvores Brasileiras: manual de identificação cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil / Harri Lorenzi. — Nova Odessa, SP: Editora Pantarum, 1992. p. 237.

O Kit Amaryllis é sempre uma surpresa para quem recebe e também para quem oferece. Para quem recebe é maravilhoso acompanhar o crescimento da folhagem e a exuberância das flores, em pouco mais de 3 semanas após o plantio!

O nascimento das flores é tão certo como o retorno que a pessoa que ofereceu o kit de presente receberá dos seus presenteados. E isso eu posso falar por experiência própria! ; )

Todo ano, quando a flor de Amaryllis renasce de alguém que comprou ou foi presenteado por mim, recebo sempre alguma foto ou comentário. É impressionante!

Kits Amaryllis prontos para o cliente!

Kits Amaryllis prontos para o cliente!

Esse deve ser um dos motivos que a Escola Livre de Estudos Biográficos São Paulo (ELEB-SP), utiliza o Kit Amaryllis como lembrança de seus cursos de formação em Aconselhamento Biográfico.

Os kits da foto foram feitos especialmente para o Curso em Aconselhamento Biográfico que aconteceu nesse último mês de julho.

O Kit Amayllis contém: um bulbo da flor de Amaryllis vermelha, vaso de plástico reciclado, saquinho com terra adubada, tudo acondicionado no saquinho de juta. Acompanha dicas de plantio, com fotos mostrando o crescimento da flor e como mantê-la.

E viva a vida!

 

 

 

A partir do mês de dezembro as matas e as cidades da região Sudeste e da Bahia se mostram nos tons das cores lilás, rosa e roxo. Uma beleza que vai durar até o final deste mês de março, início de abril. É a Quaresmeira florescendo e trazendo com ela, o espírito de renovação de um novo ano de muita esperança e renascimento.

Tem esse significado também, além do seu nome, por seu florescimento coincidir com os meses da Quaresma (prática cristã que designa o período de quarenta dias que antecedem o domingo de Páscoa) e por suas flores nos tons roxo (que remetem às vestimentas da religião católica).

Tipicamente brasileira, faz parte de uma lista de árvores ideais para a arborização urbana: pequeno porte, raízes não agressivas que possam prejudicar estruturas subterrâneas, boa sombra, além de muito bonita quando em flor.

Árvore nova, máximo 5 anos, com muita flor!

Árvore nova, máximo 5 anos, com muita flor!

A colheita das sementes é feita a partir do final do mês de abril até maio e, de junho até agosto. A germinação é considerada baixa, por isso e por serem muito pequenas o nosso Kit Sementes de Quaresmeira acompanha o pequeno fruto, que contém dezenas de sementes, que se assemelham à grãos de areia, de tão minúsculas.

Quaresmeira rosa, detalhes das flores.

Quaresmeira rosa, detalhes das flores.

Quaresmeira Roxa, detalhe das flores.

Quaresmeira Roxa, detalhe das flores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É possível ver  nas duas fotos as tonalidades diferentes da Quaresmeira, sendo a cor roxa mais comum.

 

 

 

 

 

 

Deve-se ter cuidado para fazer germinar as minúsculas sementes da Quaresmeira. Por isso, descrevemos algumas dicas importantes: as sementes devem ser polvilhadas na terra adubada contendo material orgânico. Cobrir levemente as sementes com este mesmo substrato, de preferência peneirado. O local deve ser sombreado até a germinação e regar com muita delicadeza para não arrancar as sementes com a irrigação. O ideal para proteger as sementes neste momento, é cobrir a área com saco de estopa, que deverá ser retirado quando iniciar a germinação.

Bom plantio e toda a renovação que esta bela árvore possa lhe trazer!


 

Ficha técnica:

Nome científico: Tibouchina granulosa

Família: Melastomaceae

Nomes populares: Quaresmeira, Quaresma, Flor-de-quaresma, Quaresmeira-roxa.

Ocorrência: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, principalmente na Mata Atlântica.

Altura: de 8 a 12 metros

Florescimento: 2 vezes ao ano, de junho a agosto e de dezembro a março, sendo esta última mais abundante.

Fruto: em forma de uma pequena taça de cor marrom (0,7 cm de diâmetro aproximadamente).

Sementes: liberação a partir do mês de abril até maio e, final de junho até agosto. Muito pequena, semelhante a um grão de areia, com 1 mm de comprimento.

Madeira: dura e moderadamente pesada, tem baixa durabilidade quando exposta ao tempo.


 

Fonte de pesquisa:

Lorenzi, Harri, 1949 – Árvores Brasileiras: manual de identificação cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil / Harri Lorenzi. — Nova Odessa, SP: Editora Pantarum, 1992. p. 237.

 

 

Estamos na época de floração do Ipê-amarelo. Se repararmos nas ruas e praças das nossas cidades, podemos apreciar esta bela árvore com suas flores amarelo vivo.

O nome científico deste ipê-amarelo, que é o mais usado para paisagismo nas cidades pelo seu porte médio, é Tabebuia chrysotricha.

Ipê Amarelo - Tabebuia Chrysotricha IITambém é conhecido pelos nomes populares: ipê-amarelo-cascudo, ipê, ipê-do-morro, ipê-amarelo, aipé, ipê-tabaco, ipê-amarelo-paulista, pau-d´árco-amarelo.
Originalmente a ocorrência do ipê-amarelo é do Espírito Santo até Santa Catarina. Porém, como foi bem difundido, podemos encontrar o ipê-amarelo em todas as cidades brasileiras.

Além da sua beleza, o ipê-amarelo é muito usado para obras externas como postes, peças para pontes, tábuas para cercas, como também para obras internas como acabamento: tacos e tábuas para assoalho, rodapés, molduras entre outras tantas aplicações.

É uma boa opção como brinde ecológico o Kit Sementes de Árvores Brasileiras com as sementes do ipê-amarelo.  Incentivando a plantação desta árvore tão brasileira, fazendo o nosso jardim e nossa cidade ainda mais bonitos!

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Abaixo, disponibilizo algumas informações sobre a bela flor Amaryllis:

NOMES CIENTÍFICOS: existem entre 70 e 80 espécies de açucena (no Brasil são cerca de 40). Alguns exemplos: Hippeastrum glaucescens, de flores verdes e retículas avermelhadas, é uma das mais comuns no Brasil, vegetando da Bahia ao Rio Grande do Sul; Hippeastrum aulicum, com flores vermelho intenso, é uma epífita, que pode ser vista nas matas úmidas do Sudeste; e Hippeastrum stylosum, de flores salmão, aparece na região da caatinga.

NOMES POPULARES: cebola-brava, cebola berrante, flor-de-trovão e amarílis (este último é mais utilizado na Europa e também se refere a um grupo de plantas africanas).

CLASSIFICAÇÃO: pertencem à família das amarilidáceas. Hippeastrum é o gênero das espécies encontradas no Brasil, chamadas de açucenas. Na África, há espécies do gênero Amaryllis, que há séculos são conhecidas como amarílis (depois os Hippeastrum também ficaram conhecidos como amarílis pois se assemelham a estes). A diferença principal entre os dois gêneros é que no americano a haste é oca e no africano é cheia.

HABITAT: os mais variados possíveis, de regiões semi-áridas a florestas úmidas, passando por campos de altitude e brejos.

DISTRIBUIÇÃO: em toda a América do Sul e Central. No extremo sul do continente é bem rara. Os locais onde ocorrem mais espécies (não necessariamente mais exemplares) são da Bahia a São Paulo, no Brasil; e na região andina do Peru e da Bolívia.

CARACTERÍSTICAS: plantas perenes com bulbo (cebola), folhas retas e uma ou mais hastes onde aparecem geralmente de duas a quatro flores (esse número pode ir de 1 a 12). As flores são quase sempre vermelho-alaranjadas, variando para o branco, o esverdeado e o rosa.

VARIEDADES: todo ano surgem novos híbridos de açucena (já existem mais de 300). Há também aqueles tradicionais, que nunca saem de moda. Os principais são orange souvereign (laranja), red lion (vermelho) e apple blossum (rosa).

DESENVOLVIMENTO: há duas fases na vida das açucenas: imatura e madura. A primeira começa com a germinação das sementes, prosseguindo com o desenvolvimento do bulbo e o crescimento das folhas. A segunda caracteriza-se por períodos regulares de florescimento.

LIVRO CONSULTADO: The Amaryllis Manual (O Manual das Amarílis), de Hamilton P. Traub.

Consultores: André Boersen, produtor de amaryllis em Holambra, SP e Julie Dutilh, pesquisadora do Departamento de Botânica da Faculdade de Biologia da Unicamp, Campinas, SP.